14.2.18

Mil e mais umas quantas palavras.


Talvez falte ainda uma:
REGRESSO.

No dia dos namorados...

18.7.13

"Salvo das águas" - eu também!



Teu corpo seja brasa

teu corpo seja brasa
e o meu a casa
que se consome no fogo

um incêndio basta
pra consumar esse jogo
uma fogueira chega
pra eu brincar de novo

                                                                                         ( Alice Ruiz )

13.1.12

Ar












Do sereno azul
do silêncio

do imenso branco
do inverno

da melancolia infinita
da saudade

da silenciosa noite
da ternura inevitável

nasces tu

meu impossível
meu desatino
minha presença
minha pertença

és o poema que ficou
a sombra
que ainda não é

vai!

11.11.08

Nina

(Em ti, minha irmã, vejo fazer-se a luz dos meus olhos
INVENCÍVEL!)

Ténue chama que se opõe
ao vento da insensibilidade.

Cúmplice,
cria raízes, mas sai de mim,
sai de ti,
eterna filha de uma ideia!

Íntima,
acaricia um sonho
que se enredou nos cabelos
como pente.

Inocente,
adormece no meu ombro
serena luz dos que não aceitam morrer.

Teu secreto nome,
teu mágico nome,
Déia Tuam é…

LIBERDADE!

5.11.08

Vida


O PRIMEIRO DIA
A principio é simples, anda-se sózinho
passa-se nas ruas bem devagarinho
está-se bem no silêncio e no borborinho
bebe-se as certezas num copo de vinho
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
dá-se a volta ao medo, dá-se a volta ao mundo
diz-se do passado, que está moribundo
bebe-se o alento num copo sem fundo
vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
E é então que amigos nos oferecem leito
entra-se cansado e sai-se refeito
luta-se por tudo o que se leva a peito
ebe-se, come-se e alguém nos diz: bom proveito
vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Depois vêm cansaços e o corpo fraqueja
olha-se para dentro e já pouco sobeja
pede-se o descanso, por curto que seja
apagam-se dúvidas num mar de cerveja
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Enfim duma escolha faz-se um desafio
enfrenta-se a vida de fio a pavio
navega-se sem mar, sem vela ou navio
bebe-se a coragem até dum copo vazio
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
E entretanto o tempo fez cinza da brasa
e outra maré cheia virá da maré vazia
nasce um novo dia e no braço outra asa
brinda-se aos amores com o vinho da casa
e vem-nos à memória uma frase batida

hoje é o primeiro dia do resto da tua vida.
( Sérgio Godinho )

31.10.08

Mais um segredo!


Do amor,
do amor verdadeiro
não quero ouvir falar!

O amor não é nada que tenha som
que procure eco.


Nasce como uma fonte,
impossivel de se conter,
refrescante e prometedor,
transparente e criativo.
Avança sobre a nossa alma
e não lhe permite escusas.
Perfuma-nos
sem nos tocar,
acompanha-nos
e não damos por ele
até que nos derruba.

Insensato.


Não.

Verdadeiramente,
parem de me falar do
verdadeiro
AMOR!






28.10.08

Dia a dia


Mesmo sem luz
os dias nascem,
os dias vivem.
Eu não.

24.10.08

Sobre a dor

Desnorteada a desilusão
a ti me entrego

suprema dor

a luz
foi-se!

Sobre o Caminho

Nada

Nem o branco fogo do trigo
Nem as agulhas cravadas na pupila dos pássaros
Te dirão palavra

Não interrogues não perguntes
Entre a razão e a turbulência da neve
Não há diferença

Não colecciones dejectos o teu destino és tu

Despe-te
Não há outro caminho

(Eugénio de Andrade )

12.10.08

Quando te fores ( se a nudez tiver nome)

Quando te fores
e de ti não houver mais do que um sonho,

quando te disfarçares no meu passado
como um sorriso depois das lágrimas,

quando eu viver das réstias de luz
do teu amor perdido,

será Outono e eu verei na sombra
o meu velado abrigo de ilusões.

Serás um arco-iris
ou uma asa…

(sei lá!)

… qualquer alma
solene e criadora.

Deus!

20.7.08

(Encontro)



Sê paciente; espera
que a palavra amadureça
e se desprenda como um fruto
ao passar o vento que a mereça.


(Eugénio de Andrade)

21.8.07

meu amor

Um olhar de outono,
uma voz de estio,
um toque de canela
numa pele de algodão.


Deixaste-me


Era assim que eu te via,
sereno ar
das madrugadas
sem sono.




(autor... esquecido!)

7.8.07

Branco




Veio o silêncio espesso
cobrir o tempo do cheiro a frézias.

Não me chamas.
Tenho na minha pele
apenas um fio da tua boca.

Eu sempre acreditei no teu perfume,
sempre me escondi na tua sombra,
sempre suspirei pelo contraste do teu perfil.

Agora
hoje
só sinto a brancura fria dos meus sonhos.

Há silêncio
e eco apenas meu...
...apenas...

Hoje
é o dia de te encontrar
e tu vais ter um novo rosto.

Sinto tudo o que me disserem
mas são os teus olhos que me acendem,
os teus dedos que me apertam a cintura,
o teu calor denso e único,
o meu!
Pode ser que um dia...
Agora,
adivinho muros
e silêncio
onde estou morta
e seca de paixão...

(fazes-me falta!)

Volta,
antes que seja tarde!

14.6.07

Agora que o passado é só um risco, quando podia ser traço...




Parece que se desfez
no ar mais frio da noite... mas não!
Guardo-te para sempre dentro de mim.
Não podes saber quanto me deste,
porque ainda não viste o infinito.
Eu sei!
Mesmo que te reserves,
continuas aqui,
neste suspiro que não tem fim.
Quem dera te encontres
com a coragem e lhe dês as mãos.
Ambas.

E já agora... o coração também!


De mim


(Ai, Florbela! )


"Tirar do peito a emoçao"


Ser inteiro e ser também, brilhar!
Mudar o nome, renascer
entrar em ti, mais que beber
usar desejo, estar demente,
sentir, chorar, sorrir, gemer,
ter de todas as coisas o prazer,
estar eterna no presente
e nao morrer dentro do peito, por amar!



(1 de Abril de 2007)

2.6.07

Nunca te esquecerei (mesmo que te vás embora no dia da minha revelação!)


Toco-te
e fazes-te estrela

não tenho voz
para me deitar ao vento

moro clandestina
nos teus suspiros mais íntimos

esqueci a fala
esqueci o beijo
esqueci a margem

momentos há
que se levantam noite dentro
e nos aquecem o rosto
como se fosse de novo amanha
(tu dizes que não sabes desse dia!)

os olhos
recebem serenos
os teus lábios



sentes o sorriso?

Estou a pensar em TI
PARA A ETERNIDADE!

Onde te encontro (o AMOR é demasiado fácil para ser bebido)

De olhos fechados
viu-a sentada no muro.

A luz que lhe enleava o cabelo,
perdia-se em gotas
na quietude da noite.

Tinha as mãos tensas,
escondendo um medo
que não se podia dizer.

Alguma sombra a acordou.
Num triste instante,
a luz saiu-lhe do olhar
e encheu-lhe os seios.

Gemeu de dor.
Suspirou de prazer.

Ela não o via.
Ela sonhava-o.

Do teu silêncio me desfaço


Nos olhos da noite fez-se tempo de amanhecer.

Havia mar.

Deitei-me nesse olhar
fresca e breve no teu sorriso,
simples estrela
do teu suspiro.
Não por mim, por ti,
que te fizeste ao vento do meu peito
sempre de mãos em asa,
pronto a voar!
Vejo-te ao longe,um traço de espuma
a pender para o sol...

Será nuvem?
Ou és apenas
um desejo feito estrela?

24.5.07

Engano

Agora a luz não brilha mais!

Há aquela janela
que me parecia sorrir,
mas... NÃO!
Era apenas fantasia.

Lembro-me do teu olhar.
Verdadeiramente vivo,
verdadeiramente inebriante!

Coloquei as mãos sobre os teus olhos,
para não ferires a noite, mas
a tua alma já se tinha ido embora
deixando apenas a memória do sono.

Foi um erro!
Eu sabia,
mas depois das palavras que te disse,
depois do OUTRO,
como poderia compensar-te?

(... foi um erro dos dois...)

Perdoa-me.

22.5.07

Crueldade

Parece que nem todas as deusas
são poderosas.
Parece que até os mortais
se defendem do destino.

Chegou o Verão!

Procura-me.
Deixa-me seduzir-te...